quarta-feira, 16 de junho de 2010

pra mim que você corre.

quando desencano, você encana e deixa tudo tão leve de novo. não tem coisa melhor que no fim da noite poder escutar baixinho aquelas suas coisas, aquelas nossas coisas. poder olhar e não ver mais nada além de você. "jura que vai me dar esse sorriso sempre?" - e não responder, apenas sorrir.. porque o motivo pra sorrir estava ali na minha frente e você jamais saberia que é você o motivo de todos os sorrisos, e também de todas as farpas que vezenquando eu deixo escapar pra que você também sinta uma dorzinha no peito. afinal, é pra mim que você corre quando se dá conta de que todas elas não valem nem um terço do que você precisa, do que você quer. é pra mim que você liga pra conversar, e é pra mim que você pede cafuné quando o mundo parece ter sido cruel demais com você. então vai, deita mais uma vez no meu colo e deixa que eu te cuido. deixa que eu te digo bem baixinho que tá tudo bem, tudo tão bem. te vejo dormindo, e juro que pra mim não tem nada mais lindo que isso, faz tudo parecer tão certo nesses momentos. eu saio devagarzinho do carro, tiro sua cabeça do meu colo e sem que você perceba entro dentro de casa indo dormir com aquele gostinho de que nada podia ter sido melhor. eu sei que você volta.

terça-feira, 15 de junho de 2010

volta, volta.

e eu me pego pensando em tudo que já passei. eu me pego procurando você em tudo que vejo pela frente, me flagro buscando te encontrar sempre em algum detalhe.. mas eu raramente te encontro. é como se fosse algo que eu pudesse ver claramente na minha frente mas eu não posso tocar com as mãos. é como se eu soubesse que ainda tem algo por vir antes de poder tocar você e poder ter você nos meus braços. e eu sei, sei que meu dia tá chegando porque eu acredito no que eu quero. por mais que digam, que critiquem e tenham opniões diferentes, o resto é resto pra mim.. e só. o que importa é como eu me sinto quando eu tô do seu lado, o que importa é o jeito que você sorri apenas com os olhos pra mim e o brilho do seu olhar que surge no nosso canto escuro, me lembrando que tem alguém aí dentro também. é tão bom aproveitar dias chatos do seu lado, porque aí eles já não são mais chatos. tenho me divertido mais do que nunca na vida, tenho cometido loucuras que jamais imaginaria antes. e eu me pego olhando pra todos esses erros, esses meus momentos de insanidade e amando tanto, e querendo tanto mais e mais.. que eu não tenho outra saída a não ser te dar um sorriso entre tantas ironias e farpas. eu sei que você volta, eu sei que vai chegar o dia que eu vou voltar a ser tudo aquilo que eu era, aquele meu jeito segura, feliz e desencanada vai voltar e aí.. aí vai ser bom demais, a chata vai finalmente poder ir embora e a gente vai se curtir demais. essa estranha que mora aqui dentro, que vive se privando da felicidade, que não tem humor algum, que implica e acha defeito em tudo.. ela vai ter que ir embora porque nem eu a suporto mais. eu cansei de me machucar por amores passados que deixaram mágoa e insegurança, que me deixaram assim, seca com tudo e todos. já chega, eu quero aquela divertida, aquela desencanada, aquela que ria e que tinha delicadeza nas coisas. volta, volta, já não tem mais o monstro por perto, pode voltar sem medo, esse corpo aqui espera anciosamente a sua volta.

terça-feira, 8 de junho de 2010

tão simples, tão boa.

Eu quero colocar um fim neste tormento de desejar tanto quem ainda tem tanto para desejar por aí. E aí eu me pergunto: pra quê? Se está tão bom, se é tão simples. Ele me ensinou que a vida pode ser simples, e tão boa. ( Tati Bernardi )


pra quê então deixar tudo isso de lado, não é? aproveitar cada segundo, viver como se não houvesse amanhã porque quem sabe o amanhã não chegue. tá na hora de ser MUITO feliz, ainda que seja essa felicidade momentânea, e muito fugaz.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

tudo bem, tudo bem...

e você me pergunta do frio, e tira sua blusa pra que eu pare de tremer. e você me abraça e me esquenta. você chega perto e diz que ainda tá tudo bem, que não tem porque ter medo. me diz que não há nada demais. e sussurra baixinho aquelas nossas coisas que nunca ninguém vai saber, aqueles pequenos detalhes que serão sempre nossos. e com isso, você só faz com que eu sinta mais e mais carinho por você. só faz com que eu fique desejando mais e mais que você fosse a pessoa certa.

sempre você.

gravar tua voz, teu cheiro, teus pedaços todos em mim. memorizar todos os detalhes e buscar eles todos renovados a cada vez que eu puder te sentir aqui perto. o tempo passa pra gente e nada nunca acontece, e nada se firma e nenhum amor surge. apenas esses desejos súbitos e essa coisa toda confusa pra ambos. eu continuo, consciente, de tudo que você faz. continuo apenas porque te quero tanto bem e não desisto fácil do que eu quero. continuo porque sei que prefiro mil vezes alguém como você do que aqueles que iludem, e que enganam, e que mentem, e que quebram todos os meus pedaços. você é uma verdade nua e crua, já despedaçada e muito clara. prefiro mil vezes esses minutos de imensa felicidade, esses nossos poucos dias cheios de intensidade nos momentos, ainda que eu saiba toda a dor e todo o vazio que vem depois. prefiro você que vai e volta, e que não me diz que vai ficar aqui. prefiro você que não me ilude com falsas promessas. e eu prefiro sempre você, porque é você que me ensina tanta coisa, você que me acalma e você que me diz que tudo sempre está bem e que a vida é sempre boa, que não há nada com o que se preocupar além de ser feliz. prefiro você que me convida pra toda essa loucura e me proporciona tantas coisas que antes nunca imaginaria viver dessa maneira. é você que me aperta, que me abraça, que me beija, que me cheira e que me diz tanta coisa.. é você, sempre você.. apesar dessa sua carcaça de aventureiro. esse disfarce que você nunca tira, e que eu lamento tanto por isso. não sei se fui eu uma das poucas que te conheci assim, sem esse seu lado mulherengo sempre aparente, não sei se você me mostrou pra que eu pudesse ter algum sentimento pra você.. não sei, só sei que eu te quero assim, desse seu jeito que você me mostrou e que muita gente duvida que isso seja seu, que isso seja você.

domingo, 30 de maio de 2010

você, de novo.

pensei em nunca mais respirar fundo perto da sua nuca e sentir teu cheiro. pensei nunca mais olhar nos teus olhos e tentar entender todo o mistério deles. pensei tanta coisa, que já nem pensava mais. e hoje matei toda a saudade de você. ver que você veio, por livre e espontânea vontade foi tão inacreditável. e ai vieram todas aquelas explosões e aquela incerteza de como seria se você voltasse aqui comigo. mas sabe, que você faz tudo parecer sempre tão certo, tão natural e tão fácil de se lidar. faz tudo parecer tranquilo demais. ter mudado de opnião em relação à certas coisas ultimamente fez um bem danado hoje, fez toda diferença. tá na hora de viver pequenas alegrias ao invés de esperar a felicidade completa bater na minha porta. hoje, descobri que preciso ser feliz aos poucos, de vez em quando, assim, absurdamente feliz e ficarei tão bem que esses pequenos instantes renderão, pelo menos, uma semana de sorrisos por aí. teu cheiro gostoso, tua pele gostosa e teu abraço mais confortável que qualquer travesseiro do mundo, teu gosto e o quentinho do seu ombro.. ah, como isso tudo me deixa boba. te quero tanto, com uma força que foge de mim, de um jeito que me faz esquecer tudo e só me concentrar em como é bom ter você do meu lado desse nosso jeito. quero guardar cada detalhe seu, pra relembrar sempre desse jeito bom quando eu pensar que a vida é uma droga.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

seu violão, nosso frio e tudo mais que ficou pra trás.

o som das cordas do teu violão ainda ecoam, vez ou outra, aqui dentro. dá pra escutar, ainda que longe, a sua voz em todas aquelas nossas músicas. dá pra ver ainda o jeito que você tocava pro mundo, sempre com seu violão pra reunir todos em sua volta. e é assim mesmo, você, o centro do universo ali, tão indecifrável na maioria das vezes. eu nunca soube te decifrar, eu nunca soube o que se passava ai dentro e continuei a vida depois sem saber. sem saber e sem aceitar o fim duro e claro de toda uma breve história. era tudo tão tranquilo, tão seguro que jamais imaginaria no que se tornou ao final de tudo. hoje, você longe sem poder proteger, sem abrigo pra que eu pudesse correr, sem nada. eu aqui sozinha, revendo ainda todas as fotos, músicas, sms e tudo mais que tivesse você. são em dias assim, de um inverno nosso que jamais seria esquecido ainda que eu colocasse todas as forças do mundo pra tirar você daqui de dentro, que eu me pego com água nos olhos e um aperto aqui dentro de saudade. uma saudade que nunca poderá ser esquecida, uma saudade que não tem solução. não tem, e nunca vai ter. você é meu passado, o maior dos meus aprendizados, é o meu amadurecimento espiritual. você é aquela saudade que eu não gosto de ter, porque se eu relembro eu esqueço do mundo lá fora e fico tentando reviver aqui sozinha cada sensação dos nossos instantes. eu só peço meu Deus, que me tire essa saudade toda vez que o vento frio soprar sob a minha pele, e me fizer lembrar que não tem mais o peito quentinho dele, nem os braços seguros e grandes que me faziam ter certeza de que tudo estava certo, de que tudo estava bem.