segunda-feira, 23 de agosto de 2010

saudade da menininha.

tem dias que eu quero escrever mas as palavras insistem em fugir. e nenhuma delas expressaria toda a minha angústia e tudo isso que fica sempre preso aqui dentro. quero falar, quero colocar pra fora mas tem hora que não posso me render à caprichos como esse. tenho que ser forte, tenho que ser a base de todo um edifício grande e tão alto, que exerce uma força inimaginável sobre mim. um peso de uma família toda nas costas e não dá pra fugir de tudo porque tem pessoas que dependem de mim. como eu queria poder sumir sem que ninguém sentisse a falta, sem que ninguém perdesse o chão. ser o chão de alguém, o apoio e a única coisa que lhe sobrou é mais difícil do que eu pensava. soa lindo e generoso, até mesmo maduro demais pra uma menina de 16 anos, mas não é bem assim. há toda uma responsabilidade nos meus ombros, um dever, uma obrigação. ano de vestibular, crises familiares, pessoas de fora que te deixam nervosa com tantas coisas pequenas e supérfulas. é tanta coisa na cabeça, na vida, no coração, que as coisas boas que tenho recebido não conseguem me deixar feliz, e olhe que são coisas tão boas que em outros tempos estaria com aquele ar de "não me preocuparei com o que não me faz bem". mas agora não, não dá pra ser egoísta e ligar o foda-se pra algumas coisas. outras até dá, e foi isso que eu fiz porque realmente há coisas piores na vida, e problemas assim com o tempo se resolvem - ou não. eu peço a Deus todos os dias que me dê fé pra encontrar cada vez mais força dentro de mim, que por mais que eu tenha força ela não parece ser suficiente pra aguentar tudo desabando nas costas. eu preciso de coragem, eu preciso de motivações mais fortes. preciso passar no vestibular, preciso ir embora logo, preciso acalmar o clima tenso aqui e preciso dar um jeito de ser bem mais que tudo isso em minha volta. eu encontro saídas mas elas parecem tão distantes, parecem nunca estarem perto. e isso machuca. sorte a minha de ter encontrado pessoas maravilhosas no meio do caminho, de ter conhecido um porto tão seguro que talvez eu nunca conheceria. eu agradeço, e vejo que não estou sozinha. e que o alívio de todo esse peso é porque tem gente do meu lado que não fica indiferente aos meus problemas, que tem gente que me escuta e me diz que vai ficar tudo bem, e me mostra que tem mesmo como dar tudo certo. e o melhor de tudo é olhar aqui dentro de mim e ver que hoje eu sou uma pessoa bem diferente, é escutar de pessoas distantes como eu me tornei madura em tão pouco tempo, é ver olhares surpresos com tudo o que sai da minha boca. é saber que eu consegui, eu venci, de alguma forma, tudo que me feria. tudo que machucava tanto, hoje é apenas uma cicatriz pequena e quase indolor. me tornei seca, indiferente e posso até dizer cruel, mas não me importo em ser tudo isso. porque me sinto forte pra suportar tudo que preciso hoje. quem sabe algum dia eu volte a ser a menininha de antes. é, quem sabe.. eu até sinto saudades dela, vezenquando só.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

jogo.

a vida te surra mesmo quando você acredita não haver dor maior no mundo. mas há, sempre há dor maior que a que se sente momentaneamente. e quando você descobre que há dores maiores, que há problemas bem maiores.. aqueles de pouco tempo atrás se tornam insignificantes e talvez até ridículos que te causam algumas crises de riso, que quem sabe até te ajudem a aliviar a nova dor. e é assim a nossa vida, a gente segue em frente, sempre tropeçando em uma nova dor, maior e com um novo aprendizado nela. você vive, você sofre e você aprende as regras desse jogo finito que é a vida. e nele, na maioria das vezes, não dá para pedir licença e sair do jogo. não dá pra parar tudo e começar de novo. não dá pra eliminar participantes indesejáveis. não dá pra você escolher quem fica e quem sai. porque todos ficam de uma forma ou de outra, ainda que tudo seja uma lembrança. e quando vira lembrança é porque virou algo ruim. lembranças raramente são boas, as que guardo aqui tem uma certa mágoa pregada em cada uma delas. afinal, se não fosse ruim, não seria lembrança: seria presente, literalmente. e é assim, há sorte e azar no jogo, quando se trata da vida as coisas não são tão diferentes.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

saudadezinha.

sempre vai ter um pouquinho de você aqui dentro. sempre vai bater aquela saudade gostosa e aquele sentimento bom no peito quando eu olhar uma foto sua em sua nova vida e saber que você tá bem assim, que sua vida tá boa demais também. parece que não te conheço mais, e às vezes até duvido que era você em minha vida. não nos falamos e nem sabemos o que se passa na vida de ambos, mas eu sei que você nunca vai embora da minha vida totalmente e essa é uma certeza que fica cada vez mais forte em minha mente. quando se aprende a conviver com a distância e a saudade, e com o fim de tudo principalmente, o que era ruim e incomodava passa a ser um fiel companheiro do coração. queria que você pudesse ler todas as linhas que te escrevo algum dia, e saber que eu nunca te esqueci e que eu estou seguindo minha vida aqui, como você pediu, forte e com a cabeça erguida desejando que você esteja feliz tanto quanto eu. queria poder te dar um abraço muito forte e sincero e dizer o tanto que eu quero ver você feliz. queria ter dito tudo isso antes, queria ter feito tudo isso antes, mas a mágoa demora passar, entende?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

chega. - ou não.

essa agonia em te esperar em cada rosto que passa na minha frente. essa perda frequente do ar que eu amava tanto respirar só porque isso significava tentar encontrar teu cheiro em algum pedaço disso tudo. tudo isso não tem sido mais satisfatório, e por mais que eu ainda tente aceitar isso como se fosse a coisa mais natural do mundo, não dá mais. eu quero e mereço muito mais. eu sei, eu ainda quero muito você e todas as tuas manias chatas e bobas, e todos os teus cheiros e gostos e carinhos na parte mais molinha das nossas orelhas. eu quero tanto, tanto, e de tanto querer eu desanimei porque esperar você chegar me cansa, me deixa em estado constante de alerta. é uma coisa louca, totalmente insana. então eu decidi não esperar mais você, decidi viver sem aquele aperto constante no peito e aquela dúvida que tantas vezes foi minha fiel companheira, decidi não me importar mais com tudo que você faz. e ai, vai que a gente se esbarra por aí. vai que você decide se importar também só porque eu não me importo mais. vai que.. vai que nada, vai pra puta que pariu que eu tô indo viver minha vida.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

pra mim que você corre.

quando desencano, você encana e deixa tudo tão leve de novo. não tem coisa melhor que no fim da noite poder escutar baixinho aquelas suas coisas, aquelas nossas coisas. poder olhar e não ver mais nada além de você. "jura que vai me dar esse sorriso sempre?" - e não responder, apenas sorrir.. porque o motivo pra sorrir estava ali na minha frente e você jamais saberia que é você o motivo de todos os sorrisos, e também de todas as farpas que vezenquando eu deixo escapar pra que você também sinta uma dorzinha no peito. afinal, é pra mim que você corre quando se dá conta de que todas elas não valem nem um terço do que você precisa, do que você quer. é pra mim que você liga pra conversar, e é pra mim que você pede cafuné quando o mundo parece ter sido cruel demais com você. então vai, deita mais uma vez no meu colo e deixa que eu te cuido. deixa que eu te digo bem baixinho que tá tudo bem, tudo tão bem. te vejo dormindo, e juro que pra mim não tem nada mais lindo que isso, faz tudo parecer tão certo nesses momentos. eu saio devagarzinho do carro, tiro sua cabeça do meu colo e sem que você perceba entro dentro de casa indo dormir com aquele gostinho de que nada podia ter sido melhor. eu sei que você volta.

terça-feira, 15 de junho de 2010

volta, volta.

e eu me pego pensando em tudo que já passei. eu me pego procurando você em tudo que vejo pela frente, me flagro buscando te encontrar sempre em algum detalhe.. mas eu raramente te encontro. é como se fosse algo que eu pudesse ver claramente na minha frente mas eu não posso tocar com as mãos. é como se eu soubesse que ainda tem algo por vir antes de poder tocar você e poder ter você nos meus braços. e eu sei, sei que meu dia tá chegando porque eu acredito no que eu quero. por mais que digam, que critiquem e tenham opniões diferentes, o resto é resto pra mim.. e só. o que importa é como eu me sinto quando eu tô do seu lado, o que importa é o jeito que você sorri apenas com os olhos pra mim e o brilho do seu olhar que surge no nosso canto escuro, me lembrando que tem alguém aí dentro também. é tão bom aproveitar dias chatos do seu lado, porque aí eles já não são mais chatos. tenho me divertido mais do que nunca na vida, tenho cometido loucuras que jamais imaginaria antes. e eu me pego olhando pra todos esses erros, esses meus momentos de insanidade e amando tanto, e querendo tanto mais e mais.. que eu não tenho outra saída a não ser te dar um sorriso entre tantas ironias e farpas. eu sei que você volta, eu sei que vai chegar o dia que eu vou voltar a ser tudo aquilo que eu era, aquele meu jeito segura, feliz e desencanada vai voltar e aí.. aí vai ser bom demais, a chata vai finalmente poder ir embora e a gente vai se curtir demais. essa estranha que mora aqui dentro, que vive se privando da felicidade, que não tem humor algum, que implica e acha defeito em tudo.. ela vai ter que ir embora porque nem eu a suporto mais. eu cansei de me machucar por amores passados que deixaram mágoa e insegurança, que me deixaram assim, seca com tudo e todos. já chega, eu quero aquela divertida, aquela desencanada, aquela que ria e que tinha delicadeza nas coisas. volta, volta, já não tem mais o monstro por perto, pode voltar sem medo, esse corpo aqui espera anciosamente a sua volta.

terça-feira, 8 de junho de 2010

tão simples, tão boa.

Eu quero colocar um fim neste tormento de desejar tanto quem ainda tem tanto para desejar por aí. E aí eu me pergunto: pra quê? Se está tão bom, se é tão simples. Ele me ensinou que a vida pode ser simples, e tão boa. ( Tati Bernardi )


pra quê então deixar tudo isso de lado, não é? aproveitar cada segundo, viver como se não houvesse amanhã porque quem sabe o amanhã não chegue. tá na hora de ser MUITO feliz, ainda que seja essa felicidade momentânea, e muito fugaz.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

tudo bem, tudo bem...

e você me pergunta do frio, e tira sua blusa pra que eu pare de tremer. e você me abraça e me esquenta. você chega perto e diz que ainda tá tudo bem, que não tem porque ter medo. me diz que não há nada demais. e sussurra baixinho aquelas nossas coisas que nunca ninguém vai saber, aqueles pequenos detalhes que serão sempre nossos. e com isso, você só faz com que eu sinta mais e mais carinho por você. só faz com que eu fique desejando mais e mais que você fosse a pessoa certa.

sempre você.

gravar tua voz, teu cheiro, teus pedaços todos em mim. memorizar todos os detalhes e buscar eles todos renovados a cada vez que eu puder te sentir aqui perto. o tempo passa pra gente e nada nunca acontece, e nada se firma e nenhum amor surge. apenas esses desejos súbitos e essa coisa toda confusa pra ambos. eu continuo, consciente, de tudo que você faz. continuo apenas porque te quero tanto bem e não desisto fácil do que eu quero. continuo porque sei que prefiro mil vezes alguém como você do que aqueles que iludem, e que enganam, e que mentem, e que quebram todos os meus pedaços. você é uma verdade nua e crua, já despedaçada e muito clara. prefiro mil vezes esses minutos de imensa felicidade, esses nossos poucos dias cheios de intensidade nos momentos, ainda que eu saiba toda a dor e todo o vazio que vem depois. prefiro você que vai e volta, e que não me diz que vai ficar aqui. prefiro você que não me ilude com falsas promessas. e eu prefiro sempre você, porque é você que me ensina tanta coisa, você que me acalma e você que me diz que tudo sempre está bem e que a vida é sempre boa, que não há nada com o que se preocupar além de ser feliz. prefiro você que me convida pra toda essa loucura e me proporciona tantas coisas que antes nunca imaginaria viver dessa maneira. é você que me aperta, que me abraça, que me beija, que me cheira e que me diz tanta coisa.. é você, sempre você.. apesar dessa sua carcaça de aventureiro. esse disfarce que você nunca tira, e que eu lamento tanto por isso. não sei se fui eu uma das poucas que te conheci assim, sem esse seu lado mulherengo sempre aparente, não sei se você me mostrou pra que eu pudesse ter algum sentimento pra você.. não sei, só sei que eu te quero assim, desse seu jeito que você me mostrou e que muita gente duvida que isso seja seu, que isso seja você.

domingo, 30 de maio de 2010

você, de novo.

pensei em nunca mais respirar fundo perto da sua nuca e sentir teu cheiro. pensei nunca mais olhar nos teus olhos e tentar entender todo o mistério deles. pensei tanta coisa, que já nem pensava mais. e hoje matei toda a saudade de você. ver que você veio, por livre e espontânea vontade foi tão inacreditável. e ai vieram todas aquelas explosões e aquela incerteza de como seria se você voltasse aqui comigo. mas sabe, que você faz tudo parecer sempre tão certo, tão natural e tão fácil de se lidar. faz tudo parecer tranquilo demais. ter mudado de opnião em relação à certas coisas ultimamente fez um bem danado hoje, fez toda diferença. tá na hora de viver pequenas alegrias ao invés de esperar a felicidade completa bater na minha porta. hoje, descobri que preciso ser feliz aos poucos, de vez em quando, assim, absurdamente feliz e ficarei tão bem que esses pequenos instantes renderão, pelo menos, uma semana de sorrisos por aí. teu cheiro gostoso, tua pele gostosa e teu abraço mais confortável que qualquer travesseiro do mundo, teu gosto e o quentinho do seu ombro.. ah, como isso tudo me deixa boba. te quero tanto, com uma força que foge de mim, de um jeito que me faz esquecer tudo e só me concentrar em como é bom ter você do meu lado desse nosso jeito. quero guardar cada detalhe seu, pra relembrar sempre desse jeito bom quando eu pensar que a vida é uma droga.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

seu violão, nosso frio e tudo mais que ficou pra trás.

o som das cordas do teu violão ainda ecoam, vez ou outra, aqui dentro. dá pra escutar, ainda que longe, a sua voz em todas aquelas nossas músicas. dá pra ver ainda o jeito que você tocava pro mundo, sempre com seu violão pra reunir todos em sua volta. e é assim mesmo, você, o centro do universo ali, tão indecifrável na maioria das vezes. eu nunca soube te decifrar, eu nunca soube o que se passava ai dentro e continuei a vida depois sem saber. sem saber e sem aceitar o fim duro e claro de toda uma breve história. era tudo tão tranquilo, tão seguro que jamais imaginaria no que se tornou ao final de tudo. hoje, você longe sem poder proteger, sem abrigo pra que eu pudesse correr, sem nada. eu aqui sozinha, revendo ainda todas as fotos, músicas, sms e tudo mais que tivesse você. são em dias assim, de um inverno nosso que jamais seria esquecido ainda que eu colocasse todas as forças do mundo pra tirar você daqui de dentro, que eu me pego com água nos olhos e um aperto aqui dentro de saudade. uma saudade que nunca poderá ser esquecida, uma saudade que não tem solução. não tem, e nunca vai ter. você é meu passado, o maior dos meus aprendizados, é o meu amadurecimento espiritual. você é aquela saudade que eu não gosto de ter, porque se eu relembro eu esqueço do mundo lá fora e fico tentando reviver aqui sozinha cada sensação dos nossos instantes. eu só peço meu Deus, que me tire essa saudade toda vez que o vento frio soprar sob a minha pele, e me fizer lembrar que não tem mais o peito quentinho dele, nem os braços seguros e grandes que me faziam ter certeza de que tudo estava certo, de que tudo estava bem.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

mais um tempinho.

ir embora nunca é fácil. não foi fácil ter que abandonar você no meio do caminho, mas foi necessário. não foi fácil olhar pra você das outras vezes e me privar de toda a magia que surgia sempre que você ficava do meu lado. nem foi fácil ter que te dizer tudo aquilo. não foi fácil dizer não pra você. nunca foi e nunca vai ser fácil aceitar o que eu fiz com a gente. lembro dos nossos dias, e penso tanto neles que dói toda vez que lembro do teu riso e do teu olhar que, pelo menos por algumas horas, podiam ser só meus. dói lembrar como seu cabelo era macio e como sua pele tinha cheiro melhor que qualquer perfume do mundo. machuca ainda não ter mais você pra me fazer rir, pra me dizer que eu preciso arriscar mais, que eu preciso viver e que eu não tenho que ligar pro que os outros vão pensar. dói não ter você aqui pra me dizer que a gente precisa ser feliz independente de qualquer coisa. mas o que mais dói é relembrar esse pedacinho gostoso da minha vida que passei do seu lado e não poder ter nada disso de volta - ou não, talvez seja mesmo muito drama.. afinal, quando é que você me disse não? deu uma vontade de pegar no telefone, discar o seu número e pedir uma visita da felicidade. é, deu vontade de ser feliz mais um dia com você. e é assim que a gente vai indo, seguindo em frente, sem se pertencer, sem se amar de verdade.. só com esse pedacinho de paixão, que por algumas horas são o suficiente pra deixar meu ar mais leve.

domingo, 2 de maio de 2010

silêncio.

acho mesmo é que a inveja predomina na maioria das pessoas. todo mundo querendo ser melhor que o outro. buscando subir sempre um degrau a mais e ver quem é que fica no topo. cada vez mais imaturas e absurdamente sem confiança nenhuma estão as relações de hoje em dia. e não digo apenas de relações amorosas entre casais, digo até mesmo de pessoas que se odeiam. sabe? você vê no olho e na voz absurdamente chamativa e alta que clama por um mínimo de atenção sua, e um olho desesperado pra que receba um olhar fracassado do outro como quem diz 'tá certo, dessa vez você ganhou'. qual é minha gente, tá na hora de crescer e mudar. se todos fossemos tão bons como achamos, não teria graça. é preciso e necessário evoluir na vida. chega de vozes cada vez mais altas, pedidos por um mínimo de atenção do próximo.. se não gosta, seja indiferente e não queira fazer parte da vida de quem também não dá a mínima pra você. eu olho por todos os lados, todos os dias e só consigo enxergar imaturidade por parte da maioria das pessoas da minha rotina. um misto de ódio, uma hierarquia criada por cada um que nunca vai existir. meu ouvido não é, nunca foi e nunca vai ser pinico pra guardar todas as merdas que eu ouço diariamente, então por favor colabore com o meio ambiente e pare de despejar suas excreções pelo ar na sua fala. torne o mundo um lugar mais agradável com o seu silêncio. ninguém perguntou o quanto você tá feliz hoje, nem quem foi o último que te usou. um dia você aprende que o silêncio é a melhor coisa que existe, e que a felicidade assim como a tristeza tem sono leve. não grite para o mundo a sua felicidade, apenas a sinta e guarde pra você. ninguém precisa saber, até porque acredite no que eu digo, a inveja está presente em todo ser humano e ela pode destruir toda essa sua felicidade em segundos. que tal aprender a lidar com o silêncio a partir de agora? shhhhh..

domingo, 25 de abril de 2010

diz.

tô com saudade, tô com um vazio de você aqui dentro. eu tinha planejado tudo, tinha me convencido não me apaixonar por você. tava tudo certo, mas ai deu tudo errado. e agora eu tô sentindo falta de uma coisa que eu não queria aqui dentro. uma vontade de te ligar e ouvir a sua voz. te pedir pra esquecer tudo que eu disse. te falar que você pode voltar aqui de novo sempre que quiser. te falar pra não ir embora. repetir o quanto eu gosto de você. o quanto eu queria cuidar de você. uma vontade de quebrar todas as regras que eu criei pra mim. mas tudo tem o tempo certo, e o que eu acredito uma hora vai chegar pra mim. deixa passar, deixa a saudade chegar pra você porque eu sei, que pelo menos um pouco, uma hora ela também vai ser sua companheira. mas agora eu quero te ouvir dizer, daquele seu jeito bobo, o meu nome. quero ouvir de novo porque eu gostava da maneira que você dizia o meu nome. então, diz diz diz.. diz pra mim ouvir e matar essa saudade aqui dentro. vem, senta aqui no meu colo como você já fez tantas vezes e deixa que o seu cabelo fique enroscado nos dedos da minha mão. deixa eu te fazer dormir com um cafuné. senta aqui comigo, diz meu nome e deixa eu fingir que cuido de você agora.

o errado é o certo.

não tem graça não sofrer. não tem inspiração pra escrever quando o coração não dói. tá tudo calmo, tudo tranquilo demais na minha vida. eu quero uma dose de sofrimento pra voltar a sentir que tenho um coração batendo aqui. eu sei que é ridículo e até insano falar isso, mas e daí que eu sou louca? e daí se eu preciso sofrer pra amar e pra sentir e pra viver. ei dor, volta aqui! ei indíviduo sem coração, volta? se eu não tenho mais nenhum cara que me faça estragar o dia, que me faça querer arrancar cada pedaço de mim só por saber que ele continua respirando e existindo, não tem graça nas coisas. aí lá vou querer achar defeito nas coisas mais verdadeiras e puras da minha vida, lá vou eu ficar extressada porque não tá doendo nada aqui dentro. lá vou eu me achar a pessoa sortuda que não sente nada e ficar achando defeito em tudo que tá bom demais pra ser verdade. vai lá dor, vê se me ajuda e volta pra que eu pare com essa chatice de querer ser minha. é, eu sei que eu pedi pra ser só minha, mas é que de tanto conviver com o coração doendo até a dor que eu sentia começou a parecer mais agradável do que ser vazia. tô começando a achar mesmo que nunca vai ter cara certo na minha vida, tô começando a achar que eu não gosto dessa coisa melosa do amor. eu quero é mesmo aquele errado ali ó, aquele que pisa no meu coração e que me arranca todas as forças daqui de dentro. é, o cara certo é aquele errado ali.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

boa noite.

- boa noite, garotinha das teorias.

- boa noite, origem de todas elas.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

vazio.

- vamos tentar mais uma vez, dessa vez. promete que a gente vai tentar?

- não dá mais pra me machucar e sofrer sozinha. eu já cansei de esperar sentimentos de alguém vazio como você. vai, volta lá com todas elas, eu não sou vazia igual à vocês.

- você tá me chamando de vazio?

- e por acaso, tem mais alguém aqui?

50 RECEITAS.

eu respiro tentando encher os pulmões de vida, mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar. ainda sinto por dentro toda dor dessa ferida, mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar. eu queria manter cada corte em carne viva, minha dor em eterna exposição e sair nos jornais e na televisão só pra te enlouquecer até você me pedir perdão. eu já ouvi cinqüenta receitas pra te esquecer, que só me lembram que nada vai resolver. porque tudo, tudo me traz você. e eu já não tenho pra onde correr. o que me dá raiva não é o que você fez de errado, seus muitos defeitos, nem você ter me deixado, nem seu jeito fútil de falar da vida alheia, nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia. o que me dá raiva são as flores e os dias de sol, e cada beijo teu e o que eu tinha sonhado pra nós. são seus olhos e mãos e seu abraço protetor, é o que vai me faltar. o que fazer do meu amor?





segunda-feira, 12 de abril de 2010

pequenos passos, só pra não cansar.

esperar não é mais confortável, ir embora não faz tão bem quanto antes. eu queria ficar pelo menos uma vez. essa vida de ir embora, de correr de tudo, de deixar tudo pra trás uma hora cansa. deixa eu ficar, deixa eu parar de correr disso tudo. eu tô cansada dessa corrida maluca que nunca tem um final, nunca tem a linha de chegada com uma recompensa ou pelo menos um prêmio que me faça sorrir satisfeita e esquecer tudo que passou pra chegar até ali. eu corro, corro e corro e nunca chego ao final disso. é só obstáculo atrás de obstáculo, queda após queda e a merda da linha de chegada não chega nunca. nem sequer dá pra ver o final, é uma estrada longa e infinita. será que a vida pode ser definida assim? uma estrada em que a gente nunca vê o final, mas que temos que percorrer, apesar de todo o cansaço, só porque alguma vez disseram que havia sim uma recompensa no final. é triste olhar pra você e saber que você também vai ficar pra trás, que você também vai virar só lembrança. e é mais triste ainda não poder ficar, te mandar ir embora e ir embora pra outro lado. seguir sem você, sem todos os teus pedaços que eu tanto amo. apesar que, todas as vezes que eu achei que "nunca mais" fossem as palavras mais certas pra definir o que eu tô sentindo agora de novo, você sempre voltou apesar de tudo que eu tinha dito pra você. você sempre veio de novo e me abriu aquele sorriso que me faz sorrir junto com você. você veio e fez com que tudo virasse uma loucura de novo. você sempre me fez percorrer o caminho ao contrário, outra vez. e apesar da minha plena consciência desse atraso que você causa na minha vida, dessa coisa louca que você me faz sentir toda vez que eu fico perto de você, dessa chatice toda que só você desperta em mim e é só porque eu gosto muito de você, apesar de toda a dor e angústia que você traz junto com o seu amor pro meu coração, eu insisto e eu fico sempre no mesmo ponto da estrada sem me preocupar em percorrer, em avançar, em seguir em frente e tentar achar o ponto de chegada. eu fico parada, enquanto você me entrete sempre com alguma novidade da sua vida, enquanto você corre lá na frente e volta pra me contar como é avançar. eu fico, eu sempre fico e nunca vou embora. simplesmente porque não gosto de abandonar as coisas pelo caminho, e quando abandono eu sempre volto e pego de novo no colo pra guardar tudo comigo. a idéia de abandonar, de ser sozinha me assombra e eu não gosto nem de imaginar como é ser sozinho, como é correr sozinho. então eu simplesmente fico, e você vai porque, como eu já te disse, você é vazio de sentimentos. é apenas uma lata vazia e nunca tem nada a perder. então corre, pode correr lá na frente. mas quando você cansar de correr e quiser voltar pra me contar tudo isso e pedir pra que eu corra junto com você, eu juro que não ligo e aceito correr do seu lado sempre. mas enquanto isso, eu vou dando pequenos passos só pra fingir que saio do lugar, só pra não cansar de ficar parada aqui esperando você. e se quando você voltar eu não estiver mais ali, no nosso ponto da estrada onde a gente sempre se encontra, que você saiba que apesar de estar cansada de correr, apesar das minhas pernas doerem e pedirem loucamente pra mim ficar parada, eu ainda preferi correr mais ainda e fugir de tudo isso que tem em você, correr do seu vazio. porque o seu vazio assusta na minha espera, e correr ainda seria a melhor solução. correr lá na frente, sem olhar pra trás e ver que foi você quem ficou dessa vez, e eu finalmente consegui ir embora só com as nossas lembranças.



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