segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

a minha ganância.

você pode seguir com as suas decisões, você pode continuar com os teus erros. não há nada que impeça tuas ações, e as mesmas terão uma consequência. boas ou más, elas te levarão à algum lugar, e muitas vezes eu tenho medo do lugar ao qual eu vou chegar. se vai ser bom ou ruim. se eu vou conseguir tudo que eu quero, ou nada do que eu planejava e mesmo assim terminar satisfeita e dizendo que tudo valeu muito a pena. quem pode adivinhar o destino? quem pode ter certeza se as escolhas estão mesmo corretas? eu respondo: ninguém. e nessa vida só se dá bem quem tem coragem de arriscar, quem não tem medo das escolhas. é melhor eu repensar nas coisas que tenho feito nos últimos tempos, e finalmente enxergar de que não há porque ter medo. não tem porque eu ter medo de algo que nem aconteceu e quem saiba nem aconteça mesmo. as coisas mudam, as pessoas também. e o tempo passa cada vez mais rápido, e as responsabilidades também chegam cada vez mais rápidas e de um jeito que eu nem imaginava que seria. isso tudo assusta. assusta ter que crescer, ter que criar responsabilidades, criar disciplina e criar maturidade pra enfrentar tudo isso. ao mesmo tempo, é um prazer enorme adquirir maturidade com a vida que nos ensina a cada tropeço que damos. é tão prazeroso, que tudo parece tão mais leve e fácil de lidar.. ainda com essa sensação de leveza, assusta. e sabe o que eu quero agora? eu quero arriscar muito, e com muita coragem de enfrentar todos os obstáculos da minha vida, de superar tudo isso e vencer todos os dias a batalha que a vida é. de enxergar as coisas muito mais além, e de não parar nem sequer um minuto de sonhar e traçar modos para que meus sonhos se realizem. eu quero tudo que estiver dentro e fora do meu alcance, eu quero abraçar o mundo com os braços que eu tenho e os que me faltam ainda pra abraçar ele todinho. eu quero tudo que a vida puder me oferecer, quero cada chance, cada sorriso sincero das pessoas, quero cada sonho, quero cada amor que estiver disponível, quero cada pedacinho de coisas boas desse mundão. e agora vou eu, com a minha ganância em querer ter tudo isso e não poder ter nem um terço disso tudo se não me tornar dedicada à vida. chega de sofrer e lamentar o que passou, o que se passa e até o que vai passar.. chega de ansiedades, de medos e de fugas. chega de ficar martelando na minha cabeça o que vai acontecer, o que tá acontecendo ou o que aconteceu. chega das decepções. tudo que eu fizer agora é única e exclusivamente por minha causa, apenas por mim e mais ninguém. é a minha vida e a minha felicidade que estou assumindo o controle novamente e pedindo aos céus que essa ganância em busca de coisas boas permaneça por um longo tempo.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

ansiedade.

é o último ano da vida escolar. e quem sabe não seja o último ano das satisfações aos nossos pais. fico muito ansiosa só de pensar no tamanho da responsabilidade que esse ano vai trazer pra cada um de nós. é agora a hora de nos tornarmos seres responsáveis, e corrermos atrás dos nossos sonhos. é a hora de fazer as escolhas pro resto de nossas vidas, certas ou erradas são essas que nos ajudarão a seguir o nosso caminho. é a hora de curtir muito, estudar muito e aproveitar muito esse nosso último ano na escola. e no final d etudo, olhar pra esse ano e dizer que foi tudo bem feito e que tudo valeu a pena. quero chegar no final do ano, repleta de aprovações nos vestibulares, olhar pra trás e ver que tudo valeu a pena, sem arrependimentos e sem culpa de ter deixado algo pra trás. um nó no estômago concentra toda a minha ansiedade, e agora eu vou tentar dormir um pouco pra despertar amanhã num novo sonho.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

não é permitida a entrada no meu mundo.

ultimamente venho acreditando que é melhor mesmo criar uma armadura sobre mim, e impedir que qualquer estímulo exterior me afete. melhor mesmo ficar isolada, num mundo que pertence somente à mim e onde eu possa controlar o que eu posso e o que não posso suportar, sentir e fazer. não é paixão, e muito menos amor. e eu idealizo sempre que pode ser um dos dois, porque são coisas que eu desejo muito pra minha vida. e talvez eu nunca tenha sentido nenhum dos dois, talvez eu sempre fantasiei que fosse só pra me sentir melhor. talvez eu sempre idealizei pra fugir dos meus medos e das feridas que a paixão pode causar. tanta coisa boa que poderia ser sentida se você também vivesse só no meu mundo. ou a gente juntasse as nossas armaduras criando um mundo só nosso. juntando todos os nossos medos e aflições, mas também a nossa coragem e vontade de superar tudo isso de uma forma tão intensa que nada poderia abalar a gente. eu sei das tuas histórias, conheço o teu jeito e ainda sim continuo concordando com tudo isso. podem me chamar de tola, mas mais tolo ainda são aqueles que julgam sem saber o que acontece quando a gente tá junto. tolos são aqueles que não olham no teu olho e veêm também um pedaço de medo escondido no olhar, uma angústia em não poder sentir nada que lhe agrade e muito mais que a angústia, o maldito medo também prevalece em você. e agora, por mais que eu tente expressar tudo isso que eu tô sentindo, eu não consigo, eu não posso mais. porque dói não poder ignorar o que me desanima. dói ter que suportar cada uma que tem aquele riso malicioso, dói o ciúmes que eu não posso nem te dizer que estou sentindo porque afinal eu não gosto de você mesmo. dói cada parte desse pequeno corpo, e dessa alma tão grande que grita por alguém que vai dizer e principalmente fazer com que tudo fique bem de uma vez por todas. eu grito e eu espero ansiosamente esse alguém, e no fundo eu ainda quero que um dia você seja esse alguém.


"In the night, i hear 'em talk the coldest story ever told, somewhere far along this road he lost
his soul to a woman so heartless. how could you be so heartless? .. you got a
new friend i got homies but at the end it's still so lonely.. you're
bringing out a side of me that i don't know, i decided we wasn't
gon' speak so why are up 3 a.m? .. they say that they don't see what you see in
me, you wait a couple months then you gone' see, you'll never find nobody better
than me .. they don't know 'bout me and you so i got something new to see .. i
know you can't believe, i could just leave it wrong and you can't make it
right."
# Heartless - The Fray ..

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

pedaços de você

é quando a noite se vê mais escura, que começam os conflitos dentro da minha cabeça. o certo e o errado brigando dentro na minha mente. como definir o que é certo e o que é errado? como escolher o que deve ser feito? tem certas perguntas da vida, que serão respondidas apenas se você arriscar e tentar. e isso requer coragem, o que eu não tenho mais. você se sente impotente, surrada e trancada em um lugar que sufoca. sente um medo que é incapaz de deixá-la agir. e você simplesmente se fecha, porque tem medo de se ferir. e quando você se fecha, você bloqueia também as pessoas à sua volta, você restringe o que quer no teu mundo. será mesmo a melhor coisa pra se fazer? às vezes é melhor arriscar do que se arrepender por não ter feito alguma coisa pra dar certo e até mesmo pra dar errado. a vida tá passando, e eu não tenho me permitido tanta coisa que poderia me deixar mais feliz. mas chega, tá na hora de ser muito feliz. tá na hora de ficar muito de bem comigo mesma. tá na hora de assumir que eu estou gostando mesmo de toda essa nossa confusão. e estou pouco me lixando pro resto do mundo que julga isso errado, enquanto isso me fizer bem, continuarei até levar outra surra da vida sem me importar e adorando tanto que nem cabe em mim. porque você é tão maravilhoso que não me deixa nem sequer pensar naquele seu defeitinho que incomoda. seu olho inchadinho quando você acorda, o seu cheiro quando eu te abraço, sua barba mal feita, seu cabelo despojado mas sempre arrumado do jeito mais charmoso que existe, a cara e o modo que olha pra mim são o que tem me deixado mais feliz nesse mundo. simples pedaços de você são capazes de transformar a minha semana todinha. e mesmo você não sabendo disso tudo, eu escrevo agora pra deixar guardado aqui e quem sabe um dia mostrar pra você tudo isso que eu sempre guardo pra mim. e ai você vai entender aonde eu esparramo tudo, aonde eu posso espairecer e assim repensar melhor nas coisas pra não agir errado.. e mais, vai entender o porque eu sou sempre tão fechada pra você e pro resto do mundo. o meu controle é aqui, nesse lugar meio que secreto que pouca gente sabe e tem curiosidade em entrar. é aqui que eu posso desabafar tudo que sinto sem que o mundo me olhe com aquele olhar ridículo de estranhamento. e é aqui também que eu quase assumo que gosto de você, só pra não dizer isso olhando pra você.. simplesmente não digo, porque não é a hora certa, quem sabe não tenha mesmo a hora certa. e por enquanto eu fico com o meu cantinho onde eu posso tudo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

se não fosse você.

quase meia noite, um calor infernal.. o telefone toca. meu coração ameaça sair pela boca, mas eu o engulo de novo. adivinha? é, você de novo. você, você e você. sempre você. me fazendo ir contra as minhas regras. indo contra tudo. você pede e eu desço pra te ver. e aí começa tudo outra vez. minha admiração e o meu respeito imenso por um homem feito você. o que me acalma é a sensação de ter os pés no chão quando você vai embora, é a sensação de que não dá pra se iludir porque você não vai ser diferente. e ai a gente conversa até você dizer que eu estou cansada e que é pra mim ir dormir. e eu não quero, quero te olhar mais um pouco. você pergunta o por que te aturo tanto assim. e eu também não sei porque. eu fujo de você com o corpo, com os olhos e até com o coração. mas nada disso parece fazer sentido, tem algo me dizendo que não preciso ter medo de você. mas eu tenho, e não há nada que a gente possa fazer a respeito disso. a gente conversa e conversa de novo, de tudo e todos. e assim a gente vai se conhecendo mesmo sem saber se realmente nos conhecemos de verdade. sem saber se tudo pode ser considerado real ou só mais uma ilusão. sem saber se essas nossas conversas vão nos levar a algum lugar, ou farão algum sentido nas nossas vidas. se não fosse você, seria tão mais fácil viver isso.

disso tudo menos de você.

gosto do nosso escondido, gosto dos nossos segredos e gosto mais ainda que ninguém saiba muito da gente. isso evita que fiquem inventando coisas sobre a gente e causando tanta coisa impura dentro do coração, como você mesmo diz. gosto de quando a gente fica conversando até o sol começar a querer se exibir pro mundo, e gosto das tuas histórias e do jeito como você fala da tua família. gosto dos teus apelidos imbecis e das coisas sem nexo algum que você às vezes diz. gosto quando me irrita e fica rindo enquanto eu mordo a boca de nervoso. gosto do teu respeito e do jeito que você olha achando que já sabe cada palavra que eu vou dizer. gosto da linha que corta as tuas costas e gosto da sua cara quando eu começo a falar sem parar. gosto da tua sinceridade em tudo e gosto mais ainda que você não tem medo de falar as coisas que realmente acontecem. gosto quando a gente concorda em alguma coisa que a gente gosta. gosto quando a gente fala dos nossos planos e gosto dos teus milhares de conselhos que me fazem quebrar a cabeça pra entender o motivo de você dizê-los pra mim. gosto da tua cara de intelectual quando vai explicar alguma coisa complexa. gosto do modo como você é engraçado e do jeito que você dança feito um stripper de boate gay. gosto da sua barba na minha nuca e quando você tenta aplicar suas teorias de reflexologia em mim. gosto quando você me faz rir e também quando me deixa sem ar e sem chão. eu gosto tanto, tanto que acho que não cabe em mim. eu gosto disso tudo, mas eu vou te falar mais uma vez, em vão que: não, eu não gosto de você.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

antiga demais mesmo.

eu devo ser de outro planeta, ou não sei o que acontece comigo. eu já nem falo mais o que eu quero pra vida porque as pessoas sempre acham que eu estou brincando ou fazendo um charme. tem algum mal em querer ser um pouco mais correta do que a maioria das pessoas? porque parece moda ser totalmente sem conduta. e não é porque a maioria faz, que eu tenho que fazer também. tenho princípios, ao contrários de muitos e muitas por aí. e ninguém vai me mudar, nem por dinheiro, nem por amor. sempre penso que a mudança ocorre por nós mesmos, nunca mudamos por alguém porque a mudança acontece apenas porque queremos. e eu não quero mudar. quero insistir naquele sonho brega e chato pra muita gente, mas que pra mim é aonde eu quero chegar pra ser completamente feliz: um casamento estável, com um marido que me ame, que me dê dois filhos lindos e a casa com cerquinha branca e animais de estimação pequenininhos. tudo isso, bem antes do planejado pra minha vida. sim, eu quero ter tudo isso bem nova, quero curtir os meus filhos por muuuuito tempo e ser uma super mãe. tenho é vontade de quebrar a cara da vadia que queimou o sutiã em praça pública, e declarou que nós tínhamos que ser independentes. independência essa que causou uma igualdade que às vezes cansa, e causou disputa entre homens e mulheres. pela tal da igualdade.. que tosco! ;@ pode me chamar de louca, com idéias antigas demais pra minha idade, chata e todos os adjetivos que encontrar pras minhas idéias do século 19, quase 18. azar é o seu, que acha que saindo por ai, pegando todos que vê pela frente, vai trazer algo bom pra sua vida. você vai ser só mais uma no meio de tantas outras. então menina, mulher, garota ou sei lá o que você leitora é, seja esperta e dê mais valor à si mesma. não tenha medo de dizer não, porque eu garanto que homem nenhum gosta de receber um não. venho experimentando a tática de ignorar, e quanto mais você ignora mais ele corre atrás. por mais galinha que ele seja, homem nenhum gosta de ser deixado de lado assim. seja esperta mulher, não fique ai fazendo tudo que ele pedir. já que alguma louca falou que tinhamos que ser independentes, então é isso. fazer o que né, e assim eu vou adiando a minha casinha com cerquinha branca, o meu marido e os meus filhos, se bem que encontrei um louco igual à mim, que apesar de tudo, também quer isso. acredita nisso? não, nem eu. a esperança é a última que morre mesmo, mas eu já matei metade da minha.